quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

De Bretton Woods ao Cassino Financeiro Mundial

A convenção, ou tratado, ou seja lá como queira chamar, de Bretton Woods, posicionou o dólar como moeda de câmbio mundial, porém, lastreada em ouro, gerando assim uma considerável confiança nas negociações entre os países. 

Mas seu fim chegou e deixou os EUA bem, os milionários do mundo melhor ainda, enquanto lascou com a economia dos outros países, principalmente com a do Brasil que estava em ascensão! 

A especulação sobre os juros passou a valer mais nas negociações do que o capital real, enriquecendo o vagabundo especulador e empobrecendo o trabalhador. 

Dados nos mostram que na década de 90, apenas entre 2 a 3% da movimentação financeira global era capital real, e o resto, tudo fruto de especulação financeira. 

E hoje como estamos? Muitíssimo pior! Na década de 90, se movimentava a cifra aproximada de 3 trilhões de dólares em um mês. Já atualmente, só o mercado de câmbio mais importante, o Forex, movimenta em torno de 7 trilhões e meio por dia, ou melhor, 150 trilhões mensais. Isso sem contar os mercados de ações e tantos contratos derivativos e títulos da economia global que existem. E se falarmos sobre a porcentagem de capital real, aquilo que é palpável, fica mais assombroso ainda, porque hoje não chega a 1%. Entendermos os acordos de Bretton Woods é importante para começarmos uma discussão sobre soberania econômica na era global. 

Conhecendo o básico sobre isso já podemos perceber os motivos de um país rico como o Brasil estar encurralado economicamente, com uma "soberania" de fechada.  

"Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, em fevereiro de 1989, exatamente 14 anos atrás, eu escrevi o 'Manifesto do PRONA', em que eu alertava a população brasileira para os riscos da ventania neoliberal que começava a soprar aqui no Hemisfério Sul, ventos egressos do Norte do planeta, a partir de uma concepção política que começava a tomar corpo — uma nova divindade assumia o cetro, o controle das ações governamentais na maioria dos países do orbe terráqueo. O mercado, erigido à categoria de um deus, decidiria o destino das nações. Desapareceriam as fronteiras para os fluxos de capital e todos teríamos, em um futuro não muito distante, um bem-estar social inconcluso. E, realmente, tudo foi acontecendo como o previsto. Em quase todos os recantos do mundo, a palavra da moda passou a ser globalização. O mundo transformou-se em um imenso cassino onde, pelo simples toque em uma tecla de computador, fortunas fabulosas são transferidas, à velocidade da luz, de um ponto a outro do planeta, sem que, para isso, exista qualquer correspondência com as riquezas do mundo real, do mundo físico. "Quem se atrevesse a falar em Estado Nacional soberano receberia, de pronto, o epíteto de troglodita, dinossauro ou qualquer coisa semelhante a um ser que viveu em priscas eras. Mas a contrapartida de um mundo sem fronteiras, onde teria sido conquistada a justiça social, longe está de ter sido alcançada. "Muito ao contrário, hoje, tristemente, o cenário que se nos afigura é exatamente o oposto do que era vaticinado pelos ideólogos daquilo que se convencionou chamar de 'mundo globalizado'. "Na verdade, passamos a ser uma neocolônia das potências hegemônicas que, irmanadas pelas suas necessidades básicas, de que são carentes — água potável, energia, alimentos e matérias primas —, determinaram que fossem privatizadas as nossas estatais, subtraindo-as ao controle do Estado, lídimo representante do povo brasileiro, e continuam obrigando-nos a vender nossa riqueza mineral a preços aviltados. (...)" (Enéas Carneiro Discurso na Câmara dos Deputados em 10/02/2003)

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